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Olhos de Onda
Adriana Calcanhotto

Endereço

Rodovia PB-008, KM 5
Polo Turístico Cabo Branco - João Pessoa - PB

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Compre pelo telefone de segunda a sábado das 11h às 19h

(83) 3003-9176

Temporada

Sábado 21 H

28 de Novembro de 2015

Promoção Itaucard

50% de desconto para clientes Itaucard.

Promoção pessoal e intransferível para o titular do cartão na compra de um ingresso inteiro. Válido somente para 1 apresentação do espetáculo, mediante pagamento com cartões participantes da promoção.

Descontos

50% para clientes Porto Seguro + 1 acompanhante.
- Sujeito a Lei da Meia Entrada -

Setores

Plateia
R$ 100,00 inteira (1.435 para venda).
R$ 50,00 meia (957 para venda).

Balcão (Primeiras filas com visão prejudicada)
R$ 80,00 inteira (278 para venda).
R$ 40,00 (185 para venda).


- Total de ingressos disponíveis para venda 2.855 ingressos. -


* O teatro possui 113 assentos especiais que devem ser vendidos como meia (cadeirantes, PMR e obesos), sendo assim, as quantidades enviadas para limitador de meia entrada estão contando com esses lugares.
Platéia: 99 lugares.
Balcão: 14 lugares.

Lei da Meia Entrada

É assegurado 40% do total de ingressos disponíveis para venda, por setor, em conformidade com a Lei Federal 12.933/2013, que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artístico-culturais e esportivos.

Ponto de Venda

Hotel Nord Easy Green, Av. Cabo Branco, 4400,
Telefone 3022-2000.
A bilheteria física ficará aberta de segunda a sexta, sempre das 14h às 18h.

Quando recebi o convite para me apresentar em Lisboa em formato solo, nas comemorações de vinte anos da casa onde cantei na cidade pela primeira vez, disse sim na mesma hora. Não tinha um show preparado, não tocava há muito, não saberia se conseguiria e até aqui, sinceramente, não sei, mas por isso mesmo. Andava doida para retomar o violão, portanto para inventar um roteiro pensado para Portugal, para pegar a estrada, pela janela do quarto, pela janela do carro, trancafiada em quartos de hotel, tocando compulsivamente para que o show seja lindo e inesquecível enfim, o convite de Portugal era tudo o que mais eu podia querer no momento em que ele chegou. Depois pegar a estrada seca, com Diogo ao volante, comer doces de ovos em Aveiro, partir atrás de baleias açoreanas, ir ao Fado , me emocionar cantando meus poetas amados para as pessoas, pensando bem, o que mais alguém poderia querer?
Tomar e retomar o violão é uma constante na minha trajetória, aliás, desde que me apaixonei pelo instrumento, criança ainda. Uma das minhas memórias mais antigas, na casa da minha avó, é um violão que havia lá e que me fascinava embora parecesse (e fosse realmente) um objeto enorme, impossível para mãozinhas. Nas memórias mais antigas, em que as pessoas são gigantes e as casas grandes feito palácios, aquela instrumento era monumental, mas lembro bem das minhas primas achando engraçado o meu deslumbramento e me alcançando o violãozão para fazer algum barulho, coitadas.
Sempre convivi com instrumentos os mais diversos porque os ensaios dos conjuntos onde meu pai tocava eram na garagem da nossa casa. Meu padrinho, Leo Belloni, era violonista, tocava junto com meu pai (baterista) e me deu toques básicos fundamentais do violão e de como conviver com ele, contaminado que era pelo micróbio do samba. Ele morreu cedo e não pude conviver e aprender mais, mas acredito que ele tenha sido responsável por desmistificar o necessário para que eu me aventurasse, em vez de escolher qualquer outro instrumento. Certamente foi ele quem orientou a minha (outra) avó na escolha do primeiro, violão presente de aniversário de seis anos, e que eu não esperava. Daí, professores e ídolos foram sendo assimilados sem que nunca eu chegasse a ter experimentado a sensação de entender como funciona o mecanismo do temperamental instrumento. Hoje ele prossegue misterioso e intransponível para mim, mas adquiri intimidade com esse mistério, digamos assim. Fiz turnês solo, pela Europa, toquei na África, no jardim das esculturas do MoMA, no complexo do Alemão no Rio, em salas antigas, em salas míticas, em ginásios, em espeluncas, em cima de engradados. Foi sempre assim, tomando e retomando, que convivemos, o instrumento fora de moda no Brasil, e eu.
A retomada desta vez deve-se ao fato de que precisei parar de tocar por conta de uma lesão chatinha na mão direita, mas o que importa é a volta, e estamos nos reaproximando.
No mais, como sempre digo, no meu ofício quem comanda são as canções, e não me debato com isso. Gosto, aliás, de ser levada por elas. Então nunca tenho a menor pretensão de ser coerente com um set list adiantado, adiantando que ando tocando aquelas das quais estava com muitas saudades, algumas das quais havia até esquecido, algumas do micróbio do samba, algumas das quais tenho inveja porque gostava de as ter escrito, algumas que escrevi mas foram gravadas por outros artistas, poemas que musiquei , e alguma coisa nova que ninguém é de ferro. Olhos de onda, por exemplo, que batiza o show, qualquer que ele seja, fiz enquanto ensaiava. Além de inaugurar nova safra de composições, o que sempre é motivo de alegria, a canção ajudou a dar o norte do recital. Constatei quando essa canção nasceu, que as outras já estavam também falando do que ela fala e da língua portuguesa e do mar da língua e por aí vai.
De tudo um pouquinho, como a receita da felicidade, deixando sempre aberto o espaço para poetas que me apareçam e para novas canções que podem sempre me arrebatar mais perto da hora ou que podem ser escritas no camarim, sacrificando para isso certezas absolutas no repertório, tudo é possível, graças aos deuses.
Aqui estamos, eu, o violão e algumas canções que adoro, nos reencontrando, como se fosse a primeira vez, nos encontrando pela primeira vez quando é o caso, desejando viver a cada noite mais uma "daquelas" noites.
Coração no palco e pé na estrada., nos vemos em breve.

Adriana

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Show L 90 min

Olhos de Onda Adriana Calcanhotto

Teatro Pedra do Reino - Centro de Convenções

Polo Turístico Cabo Branco - João Pessoa - PB

Quando recebi o convite para me apresentar em Lisboa em formato solo, nas comemorações de vinte anos da casa onde cantei na cidade pela primeira vez, disse sim na mesma hora. Não tinha um show preparado, não tocava há muito, não saberia se conseguiria e até aqui, sinceramente, não sei, mas por isso mesmo. Andava doida para retomar o violão, portanto para inventar um roteiro pensado para Portugal, para pegar a estrada, pela janela do quarto, pela janela do carro, trancafiada em quartos de hotel, tocando compulsivamente para que o show seja lindo e inesquecível enfim, o convite de Portugal era tudo o que mais eu podia querer no momento em que ele chegou. Depois pegar a estrada seca, com Diogo ao volante, comer doces de ovos em Aveiro, partir atrás de baleias açoreanas, ir ao Fado , me emocionar cantando meus poetas amados para as pessoas, pensando bem, o que mais alguém poderia querer?
Tomar e retomar o violão é uma constante na minha trajetória, aliás, desde que me apaixonei pelo instrumento, criança ainda. Uma das minhas memórias mais antigas, na casa da minha avó, é um violão que havia lá e que me fascinava embora parecesse (e fosse realmente) um objeto enorme, impossível para mãozinhas. Nas memórias mais antigas, em que as pessoas são gigantes e as casas grandes feito palácios, aquela instrumento era monumental, mas lembro bem das minhas primas achando engraçado o meu deslumbramento e me alcançando o violãozão para fazer algum barulho, coitadas.
Sempre convivi com instrumentos os mais diversos porque os ensaios dos conjuntos onde meu pai tocava eram na garagem da nossa casa. Meu padrinho, Leo Belloni, era violonista, tocava junto com meu pai (baterista) e me deu toques básicos fundamentais do violão e de como conviver com ele, contaminado que era pelo micróbio do samba. Ele morreu cedo e não pude conviver e aprender mais, mas acredito que ele tenha sido responsável por desmistificar o necessário para que eu me aventurasse, em vez de escolher qualquer outro instrumento. Certamente foi ele quem orientou a minha (outra) avó na escolha do primeiro, violão presente de aniversário de seis anos, e que eu não esperava. Daí, professores e ídolos foram sendo assimilados sem que nunca eu chegasse a ter experimentado a sensação de entender como funciona o mecanismo do temperamental instrumento. Hoje ele prossegue misterioso e intransponível para mim, mas adquiri intimidade com esse mistério, digamos assim. Fiz turnês solo, pela Europa, toquei na África, no jardim das esculturas do MoMA, no complexo do Alemão no Rio, em salas antigas, em salas míticas, em ginásios, em espeluncas, em cima de engradados. Foi sempre assim, tomando e retomando, que convivemos, o instrumento fora de moda no Brasil, e eu.
A retomada desta vez deve-se ao fato de que precisei parar de tocar por conta de uma lesão chatinha na mão direita, mas o que importa é a volta, e estamos nos reaproximando.
No mais, como sempre digo, no meu ofício quem comanda são as canções, e não me debato com isso. Gosto, aliás, de ser levada por elas. Então nunca tenho a menor pretensão de ser coerente com um set list adiantado, adiantando que ando tocando aquelas das quais estava com muitas saudades, algumas das quais havia até esquecido, algumas do micróbio do samba, algumas das quais tenho inveja porque gostava de as ter escrito, algumas que escrevi mas foram gravadas por outros artistas, poemas que musiquei , e alguma coisa nova que ninguém é de ferro. Olhos de onda, por exemplo, que batiza o show, qualquer que ele seja, fiz enquanto ensaiava. Além de inaugurar nova safra de composições, o que sempre é motivo de alegria, a canção ajudou a dar o norte do recital. Constatei quando essa canção nasceu, que as outras já estavam também falando do que ela fala e da língua portuguesa e do mar da língua e por aí vai.
De tudo um pouquinho, como a receita da felicidade, deixando sempre aberto o espaço para poetas que me apareçam e para novas canções que podem sempre me arrebatar mais perto da hora ou que podem ser escritas no camarim, sacrificando para isso certezas absolutas no repertório, tudo é possível, graças aos deuses.
Aqui estamos, eu, o violão e algumas canções que adoro, nos reencontrando, como se fosse a primeira vez, nos encontrando pela primeira vez quando é o caso, desejando viver a cada noite mais uma "daquelas" noites.
Coração no palco e pé na estrada., nos vemos em breve.

Adriana