Rua Deputado Lacerda Franco, 333
Pinheiros - São Paulo - SP
Call Center (11) 2122-4001
7 de agosto a 12 de setembro
Sábado 21h | Domingo 18h
Comédia
R$ 30,00
Não recomendado para menores de 14 anos.
Uma artista plástica bem-sucedida convida seus amigos - todos artistas alternativos - para uma festa em sua nova mansão. No auge da celebração, ela sofre um acidente, entra em coma e desperta em seus convidados a ideia de transformar seu corpo em obra de arte. Este é o ponto de partida de Piscina (sem água) que estréia dia 7 de agosto Teatro Cultura Inglesa- Pinheiros.
Não há personagens pré-estabelecidos no texto de Mark Ravenhill, apenas falas que podem ser escolhidas pelos próprios atores. Com uma fluidez hipnótica, a peça questiona os limites da arte, o vazio da sociedade consumista e a fragilidade das relações humanas, corroídas pela inveja e o ressentimento.
A diretora Felícia Johansson focaliza o drama de consciência vivido pelas personagens em um cenário que evoca ambiguamente uma piscina e um hospital. Em cena, os atores movimentam painéis que, ora funcionam como biombos para velar os procedimentos médicos, ora se transformam em molduras/macas onde os personagens projetam seus desejos e ambições. Nessas "telas" também são projetadas fotos e imagens captadas pelos personagens no processo de transformar o corpo e o sofrimento da anfitriã em arte.
O texto é assinado pelo inglês Mark Ravenhill, um dos mais importantes dramaturgos da cena contemporânea internacional. Piscina (sem água) foi apresentada pela primeira vez no Reino Unido em 2006 - dez anos após a estreia de Shopping and Fucking, peça encenada em mais de 40 países que alçou Ravenhill ao sucesso e ao patamar de jovens dramaturgos britânicos como Sarah Kane, Patrick Marber e Joe Penhall. Na visão do crítico inglês Aleks Siers, esta nova geração criou o in-yer-face-theatre, um tipo de teatro “que agarra o público pelo pescoço e o abana até que ele entenda a mensagem”. Com imagens contundentes e uma linguagem cortante, essa corrente dramatúrgica seria um reflexo da Era Thatcher, do neo-liberalismo e do capitalismo selvagem.
Na análise do Guia Britânico de Teatro, Piscina (sem água) é uma obra visceral que “amplia as fronteiras do teatro com autoridade e imaginação”. Tal ousadia pode ser atribuída ao fato de a concepção original do espetáculo ter vislumbrado uma montagem pelo grupo de teatro físico Frantic Assembly. No Brasil, essa é a primeira vez que Piscina (sem água) é traduzida e encenada.
Mark Ravenhill.
Felícia Johansson.
Ester Lacava, Einat Falbel, William Ferreira e William Amaral.
Marcelo Larrea.
Eliana Carneiro.
Alexandre Lacava.
Gustavo Haddad.
Fernanda Galetti.
Aproximadamente 75 minutos.
Os ingressos para essa atração ainda não estão disponíveis para venda, aguarde liberação.