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Musical 18 300 min R$ 20,00 a R$ 60,00

Macumba Antropófaga 2017

Teatro Oficina

Bixiga - São Paulo - SP

Endereço

Rua Jaceguaí, 520
Bixiga - São Paulo - SP

ver google maps

Compre pelo telefone de segunda a sábado das 11h às 19h

(11) 2122-4001

Temporada

Sábados e Domingos 16h

24 de Junho a 24 de Setembro de 2017

Ingressos

R$ 20,00 a R$ 60,00

Promoção Itaucard

50% de desconto para clientes Itaucard.

Promoção pessoal e intransferível para o titular do cartão na compra de um ingresso inteiro. Válido somente para 1 apresentação do espetáculo, mediante pagamento com cartões participantes da promoção.

Ingressos

R$ 60,00 inteira
R$ 30,00 meia
R$ 20,00 moradores do bexiga (Compra apenas no teatro)

Duração

Aproximadamente 5 horas (com 20 min de intervalo).

MACUMBA ANTROPÓFAGA 2017
Dia 24 de junho, quando se comemora o ano novo no hemisfério sul, e São João acende a fogueira de nossos corações, a companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona estreia Macumba Antropófaga, com dramaturgia de Zé Celso, Catherine Hirsch, Roderick Himeros a partir do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.

Macumba Antropófaga começa com um cortejo pelo bairro do Bixiga e passa por sete estações, realizando acupunturas nos pontos necrosados: Maloca da Jaceguay, Casa de Dona Yayá, TBC, Casa de Oswald de Andrade, São Domingos, Japurá, rua do Bixiga até voltar ao Teatro Oficina, pra encenar o instante inaugural da paixão, em que Oswald de Andrade (Marcelo Drummond) e Tarsila do Amaral (Letícia Coura) são servidos pelo deus dos garçons, Ganimedes (Roderick Himeros), que os oferece absinto e rãs, que vistas como corpos humanos, são comidas restabelecendo o elo perdido com os deuses animais e nossos ancestrais antropófagos. Inspirados, se amam e sonham. Criam em cena o livro-comida Manifesto Antropófago e o quadro Abaporu, o homem que come o homem, a partir da imagem de Oswald nu. O Coro antropófago Tupinambá caça Oswald, virado Hans Staaden, que se apaixona pela burú Pagu (Camila Mota). Deles nasce Macunaíma (Roderick Himeros) e passados 16 anos Oswald está pronto pra ser comido pela tribo.

RETORNO AO PENSAMENTO SELVAGEM
Praticamos nesse início de século o ódio a tudo o que não sou eu ?—? e a fina faca da intolerância tem de fato cortado cabeças.

A encenação do Manifesto pela companhia em 2017 nasce a partir da necessidade da incorporação da Antropofagia como visão de mundo – Weltanschaung – para desvendar e interpretar o tempo presente no Teatro – um ritual de poder humano, que pode, concretamente atuar e superar entraves das crises que procriam dia após dia.

Um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo. Na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. Tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. Esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

Assim, o espetáculo musical e teatro de revista, põe em cena personagens e situações da vida política do Brasil e do mundo – tabus para sua devoração e virada em totens. Donald Trump, Theresa May, Temer, a CPI da FUNAI, deputados de extrema direita, movimentos xenófabos contracenam com entidades invocadas por Oswald de Andrade no manifesto em 1928: Padre Vieira, Moisés, a Mãe dos Gracos, Dom João VI, Carlos Gomes e outras.

A Macumba Antropófaga é a peça que nos impele a absorver a relação dos índios com a terra, a água, as estrelas, o pensamento mágico, a dilatação do tempo para a descoberta de um novo alfabeto, novo corpo de atuação, novos paradigmas. Essa investigação nos ensaios e nos espetáculos é uma das potências desse trabalho.





Macumba Antropófaga 2017 (Anthropophagous Macumba)

On June 24, when we celebrate New Year in the Southern Hemisphere and St. John lights up the bonfire in our hearts, the company Teatro Oficina Uzyna Uzona premiers Macumba Antropófaga, by Zé Celso, Catherine Hirsch and Roderick Himeros, inspired by the “Anthropophagous Manifest” by Oswald de Andrade.

Macumba Antropófaga begins with a procession through the neighborhood streets of Bixiga and passes through seven stations, performing acupunctures in necrotic spots: Jaceguay’s Longhouse, Dona Yayá’s House, TBC (Teatro Brasileiro de Comédia – Brazilian Comedy Theatre), Oswald de Andrade’s House, São Domingos Street, Japurá Street and Bixiga Street – until returning to Teatro Oficina to stage the inaugural moment of passion in which Oswald de Andrade (Marcelo Drummond) and Tarsila do Amaral (Letícia Coura) are served by the god of waiters, Ganymedes (Roderick Himeros), who offers them absinthe and frogs. Seen as human bodies, the frogs are eaten to reestablish the lost link with the animal gods and our anthropophagous ancestors. Inspired, Oswald and Tarsila make love and dream. They, thus, create, on stage, the book-nourishment “Anthropophagous Manifest” and the painting Abaporu, the man-eating man, from the naked image of Oswald. The anthropophagous Tupinambá choir hunts Oswald, turned into Hans Staaden, who falls in love with buru Pagu (Camila Mota). They give birth to Macunaima (Roderick Himeros) and 16 years later, Oswald is ready to be eaten by the tribe.

Return to wild thought

In this early 21st century, we are exercising hatred towards everything that is not “I”. And the sharp blade of intolerance has, indeed, been cutting off heads.

The staging of the Manifest by the company in 2017 rises from the need to incorporate Anthropophagy as a worldview – Weltanschaung – to unravel and interpret the present time in the Theater – a ritual of human power that can act concretely and overcome obstacles brought on by the crises that procreate day after day.

An anthropophagous banquet is precisely a rite of worship of adversity that abhors practices of neutralization or extinction of other cultures, thoughts, aesthetics and worldviews. In anthropophagy, the act of eating is never devoid of meaning. Anthropophagous tribes were perfomed mainly in two situations: with dead relatives, so as not allow their remains to be devoured by the cold earth, being reserved to their loved ones the warmth that arises from swallowing; and with sacred foes, so their strength might be absorbed. This act’s goal is the permanent transformation of Taboo into Totem.

Thus, the musical show and review theater places on center stage characters and situations of Brazilian and international political life – taboos ready for to be devoured and turned into totems. Donald Trump, Theresa May, Temer, the internal investigation of the National Indian Foundation (FUNAI), extreme right-wing deputies and xenophobic movements are enacted alongside the incorporation of entities invoked by Oswald de Andrade in the Manifest, published 1928: Padre Vieira, Moses, Mother of the Gracchi, Dom Joao VI, Carlos Gomes and others.

Macumba Antropófaga is the play that impels us to absorb the native’s relationship with the land, the water, the stars, magical thinking and dilation of time for the discovery of a new alphabet, a new body for action and new paradigms. The research conducted in rehearsals and in their live performances is one of the strengths of this work.

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Musical 18 300 min

Macumba Antropófaga 2017

Teatro Oficina

Bixiga - São Paulo - SP

MACUMBA ANTROPÓFAGA 2017
Dia 24 de junho, quando se comemora o ano novo no hemisfério sul, e São João acende a fogueira de nossos corações, a companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona estreia Macumba Antropófaga, com dramaturgia de Zé Celso, Catherine Hirsch, Roderick Himeros a partir do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.

Macumba Antropófaga começa com um cortejo pelo bairro do Bixiga e passa por sete estações, realizando acupunturas nos pontos necrosados: Maloca da Jaceguay, Casa de Dona Yayá, TBC, Casa de Oswald de Andrade, São Domingos, Japurá, rua do Bixiga até voltar ao Teatro Oficina, pra encenar o instante inaugural da paixão, em que Oswald de Andrade (Marcelo Drummond) e Tarsila do Amaral (Letícia Coura) são servidos pelo deus dos garçons, Ganimedes (Roderick Himeros), que os oferece absinto e rãs, que vistas como corpos humanos, são comidas restabelecendo o elo perdido com os deuses animais e nossos ancestrais antropófagos. Inspirados, se amam e sonham. Criam em cena o livro-comida Manifesto Antropófago e o quadro Abaporu, o homem que come o homem, a partir da imagem de Oswald nu. O Coro antropófago Tupinambá caça Oswald, virado Hans Staaden, que se apaixona pela burú Pagu (Camila Mota). Deles nasce Macunaíma (Roderick Himeros) e passados 16 anos Oswald está pronto pra ser comido pela tribo.

RETORNO AO PENSAMENTO SELVAGEM
Praticamos nesse início de século o ódio a tudo o que não sou eu ?—? e a fina faca da intolerância tem de fato cortado cabeças.

A encenação do Manifesto pela companhia em 2017 nasce a partir da necessidade da incorporação da Antropofagia como visão de mundo – Weltanschaung – para desvendar e interpretar o tempo presente no Teatro – um ritual de poder humano, que pode, concretamente atuar e superar entraves das crises que procriam dia após dia.

Um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo. Na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. Tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. Esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

Assim, o espetáculo musical e teatro de revista, põe em cena personagens e situações da vida política do Brasil e do mundo – tabus para sua devoração e virada em totens. Donald Trump, Theresa May, Temer, a CPI da FUNAI, deputados de extrema direita, movimentos xenófabos contracenam com entidades invocadas por Oswald de Andrade no manifesto em 1928: Padre Vieira, Moisés, a Mãe dos Gracos, Dom João VI, Carlos Gomes e outras.

A Macumba Antropófaga é a peça que nos impele a absorver a relação dos índios com a terra, a água, as estrelas, o pensamento mágico, a dilatação do tempo para a descoberta de um novo alfabeto, novo corpo de atuação, novos paradigmas. Essa investigação nos ensaios e nos espetáculos é uma das potências desse trabalho.





Macumba Antropófaga 2017 (Anthropophagous Macumba)

On June 24, when we celebrate New Year in the Southern Hemisphere and St. John lights up the bonfire in our hearts, the company Teatro Oficina Uzyna Uzona premiers Macumba Antropófaga, by Zé Celso, Catherine Hirsch and Roderick Himeros, inspired by the “Anthropophagous Manifest” by Oswald de Andrade.

Macumba Antropófaga begins with a procession through the neighborhood streets of Bixiga and passes through seven stations, performing acupunctures in necrotic spots: Jaceguay’s Longhouse, Dona Yayá’s House, TBC (Teatro Brasileiro de Comédia – Brazilian Comedy Theatre), Oswald de Andrade’s House, São Domingos Street, Japurá Street and Bixiga Street – until returning to Teatro Oficina to stage the inaugural moment of passion in which Oswald de Andrade (Marcelo Drummond) and Tarsila do Amaral (Letícia Coura) are served by the god of waiters, Ganymedes (Roderick Himeros), who offers them absinthe and frogs. Seen as human bodies, the frogs are eaten to reestablish the lost link with the animal gods and our anthropophagous ancestors. Inspired, Oswald and Tarsila make love and dream. They, thus, create, on stage, the book-nourishment “Anthropophagous Manifest” and the painting Abaporu, the man-eating man, from the naked image of Oswald. The anthropophagous Tupinambá choir hunts Oswald, turned into Hans Staaden, who falls in love with buru Pagu (Camila Mota). They give birth to Macunaima (Roderick Himeros) and 16 years later, Oswald is ready to be eaten by the tribe.

Return to wild thought

In this early 21st century, we are exercising hatred towards everything that is not “I”. And the sharp blade of intolerance has, indeed, been cutting off heads.

The staging of the Manifest by the company in 2017 rises from the need to incorporate Anthropophagy as a worldview – Weltanschaung – to unravel and interpret the present time in the Theater – a ritual of human power that can act concretely and overcome obstacles brought on by the crises that procreate day after day.

An anthropophagous banquet is precisely a rite of worship of adversity that abhors practices of neutralization or extinction of other cultures, thoughts, aesthetics and worldviews. In anthropophagy, the act of eating is never devoid of meaning. Anthropophagous tribes were perfomed mainly in two situations: with dead relatives, so as not allow their remains to be devoured by the cold earth, being reserved to their loved ones the warmth that arises from swallowing; and with sacred foes, so their strength might be absorbed. This act’s goal is the permanent transformation of Taboo into Totem.

Thus, the musical show and review theater places on center stage characters and situations of Brazilian and international political life – taboos ready for to be devoured and turned into totems. Donald Trump, Theresa May, Temer, the internal investigation of the National Indian Foundation (FUNAI), extreme right-wing deputies and xenophobic movements are enacted alongside the incorporation of entities invoked by Oswald de Andrade in the Manifest, published 1928: Padre Vieira, Moses, Mother of the Gracchi, Dom Joao VI, Carlos Gomes and others.

Macumba Antropófaga is the play that impels us to absorb the native’s relationship with the land, the water, the stars, magical thinking and dilation of time for the discovery of a new alphabet, a new body for action and new paradigms. The research conducted in rehearsals and in their live performances is one of the strengths of this work.