Rua Dr. Almeida Lima, 1.198
Mooca - São Paulo - SP
(11) 2626-0285
13 janeiro a 12 de fevereiro de 2012
Sexta e sábado 21h | Domingo 19h
Musical
R$ 20,00
Não recomendado para menores de 10 anos.
Cariocas trazem a história e a música de Vicente Celestino para os palcos de São Paulo com o patrocínio da PETROBRAS.
Espetáculo retrata a vida e as canções de um dos um dos mais importantes cantores brasileiros do século 20. A montagem tem direção de Jacqueline Laurence e traz no papel-título o ator Ricca Barros. O elenco reúne, ainda, Gláucia Rodrigues, Lucci Ferreira, Camila Caputti, Edmundo Lippi, Jacqueline Brandão, Bruno Ganem e André Rebustini. Cinco músicos tocam ao vivo.
Com uma trama que envolve música e uma bela história de amor, estréia São Paulo com o patrocínio do PROGRAMA PETROBRAS DE CULTURA 2011/2012 o espetáculo musical Vicente Celestino - A Voz Orgulho do Brasil dia 13 de janeiro, sexta-feira, às 21 horas, no Teatro Anhembi Morumbi. Com texto de Wagner Campos e direção de Jacqueline Laurence, a peça retrata a vida de um dos mais importantes cantores e compositores brasileiros do século 20. A montagem estreou no Rio de Janeiro e foi indicada ao Prêmio Contigo na categoria de Melhor Musical nacional de 2010.
O ator Ricca Barros interpreta o protagonista na trama, uma junção entre dramaturgia e canções célebres. O espetáculo mostra as várias facetas de Vicente Celestino entre 1915 (21 anos) e 1968, ano de sua morte aos 73 anos de idade. Ele foi o primeiro cantor popular do Brasil e teve 54 anos de vida artística, tocava violão e piano e a voz grave era sua marca registrada. Suas músicas marcaram gerações e ganharam uma nova roupagem por artistas contemporâneos como Caetano Veloso, Marisa Monte e Mutantes.
Um dos motes principais da trama é a história de amor entre Vicente Celestino e sua mulher Gilda de Abreu, parceira nos palcos e na vida, interpretada por Gláucia Rodrigues. “Ela foi uma mulher moderna para a época, anos 40 e 50, que sabia dialogar muito bem com os tempos contemporâneos. Isso se refletia também em suas roupas. Gilda de Abreu cantava, atuava e dirigia filmes, ou seja, era uma precursora, uma mulher à frente do seu tempo. O amor entre os dois foi belo e raro”, diz a atriz.
O cantor vivenciou épocas turbulentas na política brasileira como o período da Ditadura Militar. Sempre foi solidário com amigos que eram engajados na luta contra esse tipo de regime, tanto que recusou fazer uma apresentação que exaltava os militares no governo de Costa e Silva.
Entre os sucessos que estão no espetáculo, destaque para Canção da Paz, Flor do Mal, Ébrio, Porta Aberta, Coração Materno e Ouvindo-Te. O elenco também conta com Gláucia Rodrigues, Lucci Ferreira, Camila Caputti, Edmundo Lippi, Jacqueline Brandão, Bruno Ganem e André Rebustini. Cinco músicos tocam ao vivo.
A mise-en-scène ficou sob o olhar da direção de Jacqueline Laurence. A diretora se preocupou em aproximar os atores da essência do espetáculo. “A trama se passa em uma época diferente da atual, portanto o trabalho cênico foi desenvolvido para que o elenco incorporasse a personalidade de cada um dos personagens.”
A diretora também ressaltou o lado multifacetado da peça. “Além de fazer uma viagem pela carreira de Vicente Celestino, a relação do cantor com a Gilda de Abreu é um dos destaques. Os dois tinham uma relação profunda em todos os aspectos.”
Atualmente, Jacqueline vive a personagem Mirta na novela Aquele Beijo da TV Globo. Com a Cia Limite 151, esteve no elenco de peças como As Eruditas e O Avarento, além de dirigir Tartufo, O Impostor; todas obras Molière. “Essa parceria começou com uma ligação profissional e gerou uma relação afetiva. A Cia tem um trabalho que deixa o imaginário vivo na mente das pessoas”.
O cenário incorpora os locais de apresentação de Vicente Celestino. São instrumentos musicais, mesas, cadeiras e luzes com cores vivas, espalhadas pelo palco. “Independentemente do lugar, ele encantava multidões. Apresentou-se em lugares renomados, circos e até em bordeis. Seu objetivo era valorizar a música brasileira. O espetáculo é uma homenagem a esse ícone”, enfatiza Ricca Barros.
Experiência Musical
Antes de ser escalado para a montagem, o ator já apreciava as músicas do compositor. Em 1994, participou de “A Revista do Rádio”, onde interpretou canções de Vicente Celestino pela primeira vez. Além disso, Ricca tem algumas semelhanças artísticas com o próprio Vicente Celestino. “Somos atores, temos o lado lírico e popular desenvolvidos. Incorporar esse personagem é um desafio.”
Um dos atores que mais trabalhou com a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, Ricca Barros tem uma vasta experiência no mundo dos musicais: na carreira coleciona participação em alguns deles, como Ópera do Malandro, Sweet Charity, A Noviça Rebelde e Um Violinista no Telhado, entre outros.
“Trata-se de peça teatral com números musicais. Vicente Celestino tinha uma voz imponente, característica necessária para gravar os discos que eram prensados a cera. Ele era um fenômeno, marcou gerações e as pessoas o lembram com grande respeito e reverência”, conta Ricca Barros.
Sempre nos clássicos
Com mais de 20 anos nos palcos, a Cia Limite 151 tem se destacado por montar espetáculos de atores consagrados como William Shakespeare, Molière, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Tennesse Willians, Miguel de Cervantes, entre outros.
“Sempre procuramos um bom texto, quando ele tem seus méritos acaba se tornando um clássico. Por mais que o tempo passa, seus temas não ficam ultrapassados, os dilemas do ser humano são inerentes em qualquer época”, fala Gláucia Rodrigues, atriz e uma das fundadoras do grupo em 1991.
R$ 20,00 inteira
R$ 10,00 meia
Aproximadamente 90 minutos.
Wagner Campos.
Jacqueline Laurence.
Ricca Barros, Gláucia Rodrigues, Lucci Ferreira, Camila Caputti, Edmundo Lippi, Jacqueline Brandão, Bruno Ganem, André Rebustini e mais cinco músicos.
José Dias.
Wagner Campos.
Ney Madeira.
Rogério Wiltgen.