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Gênero
X
Drama L R$ 40.00

Transversal do Tempo

Endereço

Praça Franklin Roosvelt, 158
Centro - São Paulo - SP

ver google maps

Temporada

Sábado 23h59

28 de Julho a 25 de Agosto de 2018

Ingressos

R$ 40.00

Descontos

50% para pessoas de idade igual ou superior a 60 anos.
50% para estudantes.

Valores

R$ 40.00 inteira
R$ 20.00 meia

RESUMO DA PROPOSTA
Fragmentos é um espetáculo de olhar contemporâneo idealizado a partir da visão de um grupo
de atores de Barueri que teve como ideia estudar e desfragmentar o comportamento humano
a tal ponto que o ator pudesse se colocar no palco sem auxílio de grandes cenários ou figurinos
trazendo à tona uma interpretação verossímil. As performances são formadas por cenas curtas
que abordam temas recorrentes e conflitos tais como racismo, homofobia, relações entre
casais, anorexia, psicopatia, machismo e pedofilia. Cada tema é analisado de maneira crua,
porém dentro de uma concepção poética. O espetáculo contém textos de autoria de Gisele
Winter, Leandro Menezes, Paulo Américo, Concepções de Grupo e texto livremente inspirado
em Rubem Fonseca.
O grupo tem por pretensão realizar 3 apresentações durante finais de semana de maio com
duração de 90 minutos cada atingindo assim, um público de aproximadamente 120
espectadores por apresentação.
Com a possibilidade de oferecemos debates ao final do espetáculo sobre os temas expostos.
OBJETIVO
1. O espetáculo visa estudar o comportamento humano utilizando-se do ator como
ferramenta para trazer à tona uma interpretação realista, poética e sem préjulgamentos
sob os conflitos comuns a sociedade inerente.
2. Conjunto de cenas individuais que não necessariamente se inter-relacionam
totalizando 90 minutos de espetáculo.
3. Cada apresentação atingirá no máximo 120 (cento e vinte) espectadores.
4. O espetáculo tem classificação indicativa de 16 anos.
5. 3 (três) apresentações durante o mês de março nas datas a ser negociada.
6. Debates sobre os temas expostos após o final das apresentações.
JUSTIFICATIVA
O grupo tem como pesquisa estudar as linguagens do corpo. O intuito é implantar uma linha
de pensamento articulada com as dimensões de interesses sociais, pretendendo abordar
temas que levem a reflexão e tragam à tona uma discussão que apresente novos pontos de
vista. Há necessidade do ser de explicar os fenômenos que ocorrem em sociedade. Não é atoa
que esse tema subjetivo passou a ser ponto de reflexão aos filósofos. Inclusive identificar
como funciona a parte mental quando uma pessoa sofre alterações de comportamento ou
alterações geradas pelo comportamento de outro ser humano. Dessa maneira temas
recorrentes como pedofilia, psicopatia, homofobia, anorexia, racismo e machismo entram em
cena. A proposta de aproximação do público com cada cena favorece o uso do palco arena,
semi arena ou formatos alternativos que aproximem as cenas dos espectadores. Desejamos
trazer com o espetáculo reflexões sobre os assuntos tratados tal como estimular o público a
observação direta do comportamento humano.
Ficha Técnica
Paulo Américo, Diretor.
Lecionou nas Oficinas Culturais oferecidas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri.
Atuou em espetáculos teatrais como “Quilombo” baseado no poema “Navio Negreiro” de
Castro Alves, protagonizou a peça Orfeu ao lado da atriz Paloma Bernardi no palco do Teatro
Municipal de Barueri. Na TV foi o personagem Godzilla do seriado “Chapa Quente” da
emissora Globo. Dirigiu “A bolsinha mágica”, "Historinhas de Ninar", “Suburbano Coração”, “O
Amor Segundo Eu”, “Odisseu”, “Querô” e “Em Busca dos Caminhos Coloridos”. No cinema
participou de filmes como “Era o Hotel Cambridge”, “Jonas”, “Vips”, “Salve Geral” e “Um Passo
Para Ir”. Integra atualmente o elenco de “Cartola, O Musical”.
Leandro Menezes, Ator.
Iniciou os estudos musicais com Violino em 06/2005. Os estudos de Teatro começaram em
02/2009 nas Oficinas Culturais de Teatro de Barueri a qual permaneceu até 08/2015. No ano
de 2009 participou da "Oficina do Ator Antropofágico" com a Cia Antropofágica de Teatro. Em
2011 fez o curso "Leitura Dramática" no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA).
Em 2013 participou do "Workshop de Commedia Dell'Arte" na EAC - Escola de Artes Cênicas e
da "Oficina de Maquiagem Artística". Em 2014 teve uma passagem pelo módulo performático
da "Oficina de Teatro Os Satyros". Em 2015 participou de duas oficinas: "Introdução ao Teatro
Essencial" com Denise Stoklos no Centro Cultural B_arco e "A Poética do Silêncio" com Julio
César Peláes Serpa do Teatro de Las Tablas na SP Escola de Teatro. E no ano de 2016 participou
da "Oficina de Formação Artística Movacidade" com a Trupe Sinhá Zózima e da "Oficina de
Introdução ao Jogo do Palhaço" com Dani Biancardi pela SP Escola de Teatro. Tem
experiência/vivência no Teatro com os espetáculos: Suburbano Coração (2010), Outros 450
anos (2010), Histórinhas de Ninar (2011), Pedaços daqui, Memórias de nós (2014), Querô
(2014) e Em busca dos Caminhos Coloridos (2014). Também exerce a função de escritor de
cenas teatrais. O espetáculo Fragmentos conta com textos de sua autoria.
Gisele Winter, Atriz.
Técnica em Artes dramáticas pela Escola Técnica SENAC em 2014, Cursou Dramaturgia da
Companhia de Artes em 2011, Criação de personagem e cenas a partir de técnicas de
Commedia Dell’Arte e do teatro de rua pela Oficina Cultural Amácio Mazzaropi em 2010,. De
2009 a 2014 participou das Oficinas Culturais da Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri.
Ainda esteve em Oficinas de Clown, Circo, teatro de rua, Dramaturgia em diversos espaços
como a Trupe Sinhá Zózima. Participou dos Espetáculos teatrais: A feira do bago de jaca (2016)
Em Busca dos Caminhos Coloridos (2014), O Balcão (2014), Querô (2013), Que vida você
poderia ter (2013), Pedaços Daqui, Memórias de Nós (2014),
RESUMO DA OBRA
Lia
“Lia andava todos os dias pela cidade procurando em todos os rostos, homens e mulheres,
algum que lhe sorrisse de volta por amor, mas nenhum lhe sorria.”
Dizia o compositor e músico Renato Russo: “Diga o que disserem, o mal do século é a solidão.”
Baseado nessa expressão, o texto retrata a trajetória de Lia, uma menina que caminha todos
os dias pela cidade em busca de alguém ou algo que a complete.
Um dos grandes medos dos indivíduos da contemporânea sociedade humana é a solidão, pois
tal condição pode ser caracterizada como um estado psíquico de sofrimento e degradação
psicológica da posição do individuo em seu meio.
A solidão em sua contemporaneidade atinge todas as condições da sociedade humana,
independente de idades, etnias, religiões e classes sociais, levando o indivíduo a travar uma
luta interpessoal de questionamentos próprios e existenciais.
Espelho
“17 anos, 28 quilos, a melhor fase da minha vida.”
A busca pela perfeição. Cada vez mais pessoas modificam seu corpo em busca da tão falada
perfeição, algumas não aceitam sua própria doença, entre elas a anorexia e a bulimia.
O texto “Espelho” retrata a história de uma menina que busca a todo custo emagrecer: horas
comendo obsessivamente e provocando o vômito (bulimia), horas ficando sem se alimentar
(anorexia). Inicialmente há a questão do bullying, vozes da multidão que ecoam em sua mente
e na mente de milhares de jovens e adolescentes em todo o mundo.
Logo após há a busca obsessiva pelo corpo perfeito representado nas revistas de modas. Desta
forma se inicia o processo que a leva à bulimia e anorexia: o momento em que ao se olhar no
espelho, o cérebro altera a forma como realmente somos e nos vemos.
Anjos
“Ele se deitava ao meu lado, me abraçava forte e ficava passando a mão no meu peito, aqui,
onde fica o nosso coraçãozinho.”
Pedofilia. Este tem sido um dos temas mais falados ultimamente. Geralmente vemos
entrevistas onde o pedófilo fala sobre o ato praticado, porém como será que a criança abusada
encara esta situação?
Partindo deste principio o texto Anjos, retrata a visão de uma menina que ao ser abusada por
seu próprio pai não entende o que acontece. Não há o discernimento da situação. Somente
um relato frio de algo incompreendido. O texto ainda relata a questão da omissão da mãe com
relação ao ocorrido.
A maneira infantil e inocente como é narrada à história nos dá uma visão crua e dura da
realidade.
O Cobrador
“Tá todo mundo me devendo! Estão me devendo casa, comida, roupa, sapato, cobertor, tá
todo mundo me devendo!”
A sociedade cria valores onde é imposto que para uma pessoa ser definida como “bem
sucedida” é preciso que a mesma tenha uma série de bens materiais, além da necessidade de
pertencer a um grupo social de “classe alta”, fazendo com que qualquer indivíduo que não se
encaixe nestes padrões seja excluído e definido assim como um “fracassado”.
A partir desta ideia, O Cobrador reproduz os pensamentos e ações de um indivíduo que se
sente excluído pela sociedade por não se encaixar nos padrões impostos, e usa sua humilhação
e revolta que esta exclusão lhe causa como um incentivo para seus ensandecidos atos de
violência e sociopatia.
João
“Seja quem você quer ser, seja o que você quer ser.”
O texto João aborda a história de um garoto do interior, criado numa disciplina tradicional
imposta por seu pai. Suas dúvidas iniciam quando conhece Mateus, um capataz recém
chegado na fazenda, que desperta nele um desejo reprimido por conta das imposições
machistas de seu pai. A partir de então, João começa a enfrentar uma ríspida opressão por
parte de sua família.
Nos últimos anos temos testemunhado a abrangência e repercussões de questões ligadas ao
movimento LGBT no cotidiano da sociedade moderna e consequentemente o grande índice de
conflitos de opiniões a respeito das legalidades e aceitações das condições sexuais.
Independente das opiniões, inegavelmente tal questão está inserida diretamente no rumo
prático do pensamento de uma sociedade, trazendo como consequências teores conceituais,
ideológicos e muitas vezes brutais.
Mão Única
“Me poupe de suas carências infantis e vá embora”
A sociedade é Machista. Ponto. Partindo deste principio, o texto “Mão Única” retrata mulheres
que de alguma forma são submissas e omissas à figura masculina. Elas aprenderam desta
maneira, cresceram nesta realidade e aceitaram a situação em que estão. Há falta de amor e a
constante busca por um amor limitado ao ensinamento da sociedade radical. Partindo deste
pressuposto, o texto é um grito feminista, a partir de uma visão machista. A pergunta que fica
é: até onde/quando se calar?
Casais
“Você é tão cínico... Dissimulado... Prepotente, não sei se eu deveria ter amado você!”
O texto “Casais” relata a situação de diversos personagens em diálogos relacionados ao
término de um relacionamento amoroso em função do desgaste conjugal, a influência de uma
terceira pessoa ou ainda outras situações que os levaram ao término.
Esta cena do espetáculo aborda uma questão demasiadamente existente em nossa sociedade,
o conflito conjugal sempre foi um tema estritamente ímpar diante de cada situação ou
vivência, trazendo consigo transtornos devido o grau de existência sentimental em uma ou
ambas as partes.
A poética da cena “casais” tem como proposta a exaltação da sensibilidade diante dos diversos
tipos de sentimentos existentes e (provocados) em uma relação conjugal permitindo assim,
uma provocação a sensibilidade do publico sobre a questão que o envolve, cada um em sua
vida específica, expondo a questão do amor como um dos sentimentos menos explicativos e
mais avassaladores a ser sentido.
Micro-cenas de Sensibilização
Entre as cenas principais ditas acima há ainda a presença de cenas menores e rápidas. Quase
como um lampejo é um momento em que os atores se aproximam mais do público e os faz se
aproximarem de situações tão comuns no cotidiano que muitas vezes não percebemos:
racismo, intolerância religiosa, machismo. O público não só se aproxima do espetáculo como é
inserido dentro dele nessas micro-cenas. O objetivo principal é colocar o outro sob a
perspectiva do preconceito e dialogar sobre os reflexos disso na construção do ser humano.
NECESSIDADES TÉCNICAS
O espetáculo Fragmentos utiliza do recurso de foco, geral branca, vermelha e azul, assim como
equipamento de som, porém é completamente adaptável a qualquer necessidade técnica do
espaço ao qual se propõe apresentar.

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Drama L

Transversal do Tempo

Espaço Parlapatões

Centro - São Paulo - SP

RESUMO DA PROPOSTA
Fragmentos é um espetáculo de olhar contemporâneo idealizado a partir da visão de um grupo
de atores de Barueri que teve como ideia estudar e desfragmentar o comportamento humano
a tal ponto que o ator pudesse se colocar no palco sem auxílio de grandes cenários ou figurinos
trazendo à tona uma interpretação verossímil. As performances são formadas por cenas curtas
que abordam temas recorrentes e conflitos tais como racismo, homofobia, relações entre
casais, anorexia, psicopatia, machismo e pedofilia. Cada tema é analisado de maneira crua,
porém dentro de uma concepção poética. O espetáculo contém textos de autoria de Gisele
Winter, Leandro Menezes, Paulo Américo, Concepções de Grupo e texto livremente inspirado
em Rubem Fonseca.
O grupo tem por pretensão realizar 3 apresentações durante finais de semana de maio com
duração de 90 minutos cada atingindo assim, um público de aproximadamente 120
espectadores por apresentação.
Com a possibilidade de oferecemos debates ao final do espetáculo sobre os temas expostos.
OBJETIVO
1. O espetáculo visa estudar o comportamento humano utilizando-se do ator como
ferramenta para trazer à tona uma interpretação realista, poética e sem préjulgamentos
sob os conflitos comuns a sociedade inerente.
2. Conjunto de cenas individuais que não necessariamente se inter-relacionam
totalizando 90 minutos de espetáculo.
3. Cada apresentação atingirá no máximo 120 (cento e vinte) espectadores.
4. O espetáculo tem classificação indicativa de 16 anos.
5. 3 (três) apresentações durante o mês de março nas datas a ser negociada.
6. Debates sobre os temas expostos após o final das apresentações.
JUSTIFICATIVA
O grupo tem como pesquisa estudar as linguagens do corpo. O intuito é implantar uma linha
de pensamento articulada com as dimensões de interesses sociais, pretendendo abordar
temas que levem a reflexão e tragam à tona uma discussão que apresente novos pontos de
vista. Há necessidade do ser de explicar os fenômenos que ocorrem em sociedade. Não é atoa
que esse tema subjetivo passou a ser ponto de reflexão aos filósofos. Inclusive identificar
como funciona a parte mental quando uma pessoa sofre alterações de comportamento ou
alterações geradas pelo comportamento de outro ser humano. Dessa maneira temas
recorrentes como pedofilia, psicopatia, homofobia, anorexia, racismo e machismo entram em
cena. A proposta de aproximação do público com cada cena favorece o uso do palco arena,
semi arena ou formatos alternativos que aproximem as cenas dos espectadores. Desejamos
trazer com o espetáculo reflexões sobre os assuntos tratados tal como estimular o público a
observação direta do comportamento humano.
Ficha Técnica
Paulo Américo, Diretor.
Lecionou nas Oficinas Culturais oferecidas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri.
Atuou em espetáculos teatrais como “Quilombo” baseado no poema “Navio Negreiro” de
Castro Alves, protagonizou a peça Orfeu ao lado da atriz Paloma Bernardi no palco do Teatro
Municipal de Barueri. Na TV foi o personagem Godzilla do seriado “Chapa Quente” da
emissora Globo. Dirigiu “A bolsinha mágica”, "Historinhas de Ninar", “Suburbano Coração”, “O
Amor Segundo Eu”, “Odisseu”, “Querô” e “Em Busca dos Caminhos Coloridos”. No cinema
participou de filmes como “Era o Hotel Cambridge”, “Jonas”, “Vips”, “Salve Geral” e “Um Passo
Para Ir”. Integra atualmente o elenco de “Cartola, O Musical”.
Leandro Menezes, Ator.
Iniciou os estudos musicais com Violino em 06/2005. Os estudos de Teatro começaram em
02/2009 nas Oficinas Culturais de Teatro de Barueri a qual permaneceu até 08/2015. No ano
de 2009 participou da "Oficina do Ator Antropofágico" com a Cia Antropofágica de Teatro. Em
2011 fez o curso "Leitura Dramática" no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA).
Em 2013 participou do "Workshop de Commedia Dell'Arte" na EAC - Escola de Artes Cênicas e
da "Oficina de Maquiagem Artística". Em 2014 teve uma passagem pelo módulo performático
da "Oficina de Teatro Os Satyros". Em 2015 participou de duas oficinas: "Introdução ao Teatro
Essencial" com Denise Stoklos no Centro Cultural B_arco e "A Poética do Silêncio" com Julio
César Peláes Serpa do Teatro de Las Tablas na SP Escola de Teatro. E no ano de 2016 participou
da "Oficina de Formação Artística Movacidade" com a Trupe Sinhá Zózima e da "Oficina de
Introdução ao Jogo do Palhaço" com Dani Biancardi pela SP Escola de Teatro. Tem
experiência/vivência no Teatro com os espetáculos: Suburbano Coração (2010), Outros 450
anos (2010), Histórinhas de Ninar (2011), Pedaços daqui, Memórias de nós (2014), Querô
(2014) e Em busca dos Caminhos Coloridos (2014). Também exerce a função de escritor de
cenas teatrais. O espetáculo Fragmentos conta com textos de sua autoria.
Gisele Winter, Atriz.
Técnica em Artes dramáticas pela Escola Técnica SENAC em 2014, Cursou Dramaturgia da
Companhia de Artes em 2011, Criação de personagem e cenas a partir de técnicas de
Commedia Dell’Arte e do teatro de rua pela Oficina Cultural Amácio Mazzaropi em 2010,. De
2009 a 2014 participou das Oficinas Culturais da Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri.
Ainda esteve em Oficinas de Clown, Circo, teatro de rua, Dramaturgia em diversos espaços
como a Trupe Sinhá Zózima. Participou dos Espetáculos teatrais: A feira do bago de jaca (2016)
Em Busca dos Caminhos Coloridos (2014), O Balcão (2014), Querô (2013), Que vida você
poderia ter (2013), Pedaços Daqui, Memórias de Nós (2014),
RESUMO DA OBRA
Lia
“Lia andava todos os dias pela cidade procurando em todos os rostos, homens e mulheres,
algum que lhe sorrisse de volta por amor, mas nenhum lhe sorria.”
Dizia o compositor e músico Renato Russo: “Diga o que disserem, o mal do século é a solidão.”
Baseado nessa expressão, o texto retrata a trajetória de Lia, uma menina que caminha todos
os dias pela cidade em busca de alguém ou algo que a complete.
Um dos grandes medos dos indivíduos da contemporânea sociedade humana é a solidão, pois
tal condição pode ser caracterizada como um estado psíquico de sofrimento e degradação
psicológica da posição do individuo em seu meio.
A solidão em sua contemporaneidade atinge todas as condições da sociedade humana,
independente de idades, etnias, religiões e classes sociais, levando o indivíduo a travar uma
luta interpessoal de questionamentos próprios e existenciais.
Espelho
“17 anos, 28 quilos, a melhor fase da minha vida.”
A busca pela perfeição. Cada vez mais pessoas modificam seu corpo em busca da tão falada
perfeição, algumas não aceitam sua própria doença, entre elas a anorexia e a bulimia.
O texto “Espelho” retrata a história de uma menina que busca a todo custo emagrecer: horas
comendo obsessivamente e provocando o vômito (bulimia), horas ficando sem se alimentar
(anorexia). Inicialmente há a questão do bullying, vozes da multidão que ecoam em sua mente
e na mente de milhares de jovens e adolescentes em todo o mundo.
Logo após há a busca obsessiva pelo corpo perfeito representado nas revistas de modas. Desta
forma se inicia o processo que a leva à bulimia e anorexia: o momento em que ao se olhar no
espelho, o cérebro altera a forma como realmente somos e nos vemos.
Anjos
“Ele se deitava ao meu lado, me abraçava forte e ficava passando a mão no meu peito, aqui,
onde fica o nosso coraçãozinho.”
Pedofilia. Este tem sido um dos temas mais falados ultimamente. Geralmente vemos
entrevistas onde o pedófilo fala sobre o ato praticado, porém como será que a criança abusada
encara esta situação?
Partindo deste principio o texto Anjos, retrata a visão de uma menina que ao ser abusada por
seu próprio pai não entende o que acontece. Não há o discernimento da situação. Somente
um relato frio de algo incompreendido. O texto ainda relata a questão da omissão da mãe com
relação ao ocorrido.
A maneira infantil e inocente como é narrada à história nos dá uma visão crua e dura da
realidade.
O Cobrador
“Tá todo mundo me devendo! Estão me devendo casa, comida, roupa, sapato, cobertor, tá
todo mundo me devendo!”
A sociedade cria valores onde é imposto que para uma pessoa ser definida como “bem
sucedida” é preciso que a mesma tenha uma série de bens materiais, além da necessidade de
pertencer a um grupo social de “classe alta”, fazendo com que qualquer indivíduo que não se
encaixe nestes padrões seja excluído e definido assim como um “fracassado”.
A partir desta ideia, O Cobrador reproduz os pensamentos e ações de um indivíduo que se
sente excluído pela sociedade por não se encaixar nos padrões impostos, e usa sua humilhação
e revolta que esta exclusão lhe causa como um incentivo para seus ensandecidos atos de
violência e sociopatia.
João
“Seja quem você quer ser, seja o que você quer ser.”
O texto João aborda a história de um garoto do interior, criado numa disciplina tradicional
imposta por seu pai. Suas dúvidas iniciam quando conhece Mateus, um capataz recém
chegado na fazenda, que desperta nele um desejo reprimido por conta das imposições
machistas de seu pai. A partir de então, João começa a enfrentar uma ríspida opressão por
parte de sua família.
Nos últimos anos temos testemunhado a abrangência e repercussões de questões ligadas ao
movimento LGBT no cotidiano da sociedade moderna e consequentemente o grande índice de
conflitos de opiniões a respeito das legalidades e aceitações das condições sexuais.
Independente das opiniões, inegavelmente tal questão está inserida diretamente no rumo
prático do pensamento de uma sociedade, trazendo como consequências teores conceituais,
ideológicos e muitas vezes brutais.
Mão Única
“Me poupe de suas carências infantis e vá embora”
A sociedade é Machista. Ponto. Partindo deste principio, o texto “Mão Única” retrata mulheres
que de alguma forma são submissas e omissas à figura masculina. Elas aprenderam desta
maneira, cresceram nesta realidade e aceitaram a situação em que estão. Há falta de amor e a
constante busca por um amor limitado ao ensinamento da sociedade radical. Partindo deste
pressuposto, o texto é um grito feminista, a partir de uma visão machista. A pergunta que fica
é: até onde/quando se calar?
Casais
“Você é tão cínico... Dissimulado... Prepotente, não sei se eu deveria ter amado você!”
O texto “Casais” relata a situação de diversos personagens em diálogos relacionados ao
término de um relacionamento amoroso em função do desgaste conjugal, a influência de uma
terceira pessoa ou ainda outras situações que os levaram ao término.
Esta cena do espetáculo aborda uma questão demasiadamente existente em nossa sociedade,
o conflito conjugal sempre foi um tema estritamente ímpar diante de cada situação ou
vivência, trazendo consigo transtornos devido o grau de existência sentimental em uma ou
ambas as partes.
A poética da cena “casais” tem como proposta a exaltação da sensibilidade diante dos diversos
tipos de sentimentos existentes e (provocados) em uma relação conjugal permitindo assim,
uma provocação a sensibilidade do publico sobre a questão que o envolve, cada um em sua
vida específica, expondo a questão do amor como um dos sentimentos menos explicativos e
mais avassaladores a ser sentido.
Micro-cenas de Sensibilização
Entre as cenas principais ditas acima há ainda a presença de cenas menores e rápidas. Quase
como um lampejo é um momento em que os atores se aproximam mais do público e os faz se
aproximarem de situações tão comuns no cotidiano que muitas vezes não percebemos:
racismo, intolerância religiosa, machismo. O público não só se aproxima do espetáculo como é
inserido dentro dele nessas micro-cenas. O objetivo principal é colocar o outro sob a
perspectiva do preconceito e dialogar sobre os reflexos disso na construção do ser humano.
NECESSIDADES TÉCNICAS
O espetáculo Fragmentos utiliza do recurso de foco, geral branca, vermelha e azul, assim como
equipamento de som, porém é completamente adaptável a qualquer necessidade técnica do
espaço ao qual se propõe apresentar.