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Drama 16 100 min R$ 25,00 a R$ 50,00

O Julgamento Secreto de Joana D'Arc

Teatro Oficina

Bixiga - São Paulo - SP

Endereço

Rua Jaceguaí, 520
Bixiga - São Paulo - SP

ver google maps

Temporada

Quarta e Quinta 20h

26 de Julho a 20 de Setembro de 2018

Ingressos

R$ 25,00 a R$ 50,00

Descontos

50% para pessoas de idade igual ou superior a 60 anos.
50% para estudantes.

Valores

R$ 50.00 inteira
R$ 25.00 meia
R$ 20.00 Moradores da Bela Vista (com comprovante de residência):

Ficha técnica

Texto: Aimar Labaki
Direção: Fernando Nitsch
Direção musical: Miguel Briamonte
Elenco: Silmara Deon, Rubens Caribé, Ricardo Arantes, Rafael Costa, Yorran Furtado, Jerônimo Martins, Decio Pinto Medeiros e Mario Luiz.
Coro: Bruna Alimonda, Carol Cavesso, Giovana Cirne, Jamile Godoy, Maísa Lacerda e Priscila Esteves.
Músicos: Bruno Monteiro (piano) e Leandro Goulart (guitarra)
Assistente de direção: Isabel Oliveira
Assistente de direção musical: Carol Weingrill
Cenografia: Marisa Bentivegna
Iluminação: Wagner Pinto
Figurinos: Daniel Infantini
Coreografia de lutas e preparação corporal: Mario Luiz
Preparação e coreografias do coro: Katia Naiane
Fotos: Bob Sousa
Identidade gráfica visual: Rosane Andrade / Inquieto Art Studio
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Produção executiva: Paloma Rocha e Regilson Feliciano
Direção de produção: Silmara Deon
Realização: Nossa Senhora da Produção

O Julgamento Secreto de Joana D'Arc: Silmara Deon interpreta um dos mitos mais importantes da história

Montagem com 14 atores, músicos ao vivo e momentos de lutas coreografadas traz versão inspiradora da heroína francesa para discutir a mulher de todos os tempos, inserida no contexto
de uma sociedade capitalista e seus interesses. O projeto baseado em documentos originais,
de 1.431, arquivados na Biblioteca Nacional da França, tem texto inédito de Aimar Labaki,
direção musical e trilha original de Miguel Briamonte e direção artística de Fernando Nitsch.



O espetáculo O Julgamento Secreto de Joana D’Arc estreia no Teatro Oficina com direção artística de Fernando Nitsch e direção musical de Miguel Briamonte.

O texto de Aimar Labaki foi escrito por encomenda de Silmara Deon, que vive a heroína francesa numa trajetória épica que inspira coragem, há mais de 500 anos, onde o verdadeiro embate está entre a ameaça que o feminino pode provocar nas instituições estruturadas a partir do poder masculino.

De forma lúdica, a peça reproduz o ambiente de seu julgamento inquisitório e apresenta a ‘virgem de Orleans’ como uma mulher de estética comum, derrubando padrões e estereótipos impostos pela Igreja, reforçados pela maioria dos filmes e documentários que contam sua história. A peça condensa os últimos quatro meses de vida da heroína, a partir de sua captura e do confronto com o inquisidor Pierre Cauchon, interpretado por Rubens Caribé.

Aimar Labaki explica que não é exatamente a história de Joana D'Arc que a peça apresenta, mas a forma como é espelhada por outros olhos, principalmente os de seu inquisidor. “Esse é um processo político, mas também um julgamento íntimo que deflagra uma crise íntima; a crise de fé de Cauchon. E se tornou metáfora do processo de mediação de cada um de nós para viver o cotidiano, acreditando em algo superior para resolver as questões”, comenta o autor.

A encenação não realista é carregada de força e sensações ao expor o medo do feminino deflagrado por Joana D’Arc. O enredo aborda desde o momento em que ela é capturada pelos borgonheses numa emboscada - quando ia para a batalha em Paris - até sua morte. “Esta é uma história aberta. Existem muitas versões de um mesmo fato, portanto temos liberdade de apresentar ‘nossa Joana’ com reflexos nos dias de hoje, representando todas as mulheres, seja ela da época da inquisição ou do mundo atual. Para isso, temos um recurso épico, além do fato da condução deste julgamento ser, por natureza, um grande circo de horrores”, argumenta o diretor Fernando Nitsch.

As personagens de O Julgamento Secreto de Joana D’Arc mantêm seus nomes reais, mas ganharam personalidades inventadas, subjetivas, abrindo uma licença poética para o inquisidor que, na encenação, faz visitas à prisioneira na cela, cheio de dúvidas e curiosidades, demonstrando fascínio pela sua determinação. E, vislumbrando a possibilidade de projeção no seu primeiro julgamento importante, Cauchon não percebe que também é uma peça de manipulação no jogo, onde somente um veredito seria possível.

Joana reunia atributos que incomodavam. Era mulher, analfabeta e uma guerreira com um carisma arrebatador, cuja liderança ganhava fama. Carregava armadura, espada e estandarte (em cima de um cavalo), comandava soldados, lutava nas batalhas e conquistava propósitos absolutamente masculinos numa época em que para a mulher não era permitida nenhuma expressão. Segundo Fernando Nitsch, a peça revela essa mulher determinada, que buscava a verdade, acima de tudo, e acreditava ter a missão de libertar a França.

E o diretor argumenta: “Em nenhum momento deram à Joana a possibilidade de se defender. Um acordo entre França e Inglaterra entra em ação para tirar de cena aquela mulher que subvertia as regras, com tudo que ela representava; e a igreja também se aproveita daquele momento. Os dois grandes poderes – a política e a igreja - se unem para condená-la como bruxa e, posteriormente, transformá-la em santa francesa. O espetáculo busca ressignificar essa história pautada pelo capital, onde a condenação de Joana D’Arc serviu a ele, e sua redenção como padroeira, também”.

“Como seria essa mulher?”, questiona Silmara. “O fato de ela ser uma santa da igreja católica, além de não haver nada que comprove sua aparência real, fez com que a sua imagem fosse sempre comparada à de uma jovem angelical, frágil e ingênua, cujos feitos seriam ordens divinas, desconsiderando sua determinação, inteligência e ações. Sua história é muito próxima dos clássicos da dramaturgia mundial. A personagem Joana D'Arc, de 19 anos, transcende todos os padrões de biótipo e idade, possibilitando uma grande liberdade de interpretação”, comenta.

Segundo a atriz, a proposta de seu projeto é estimular um diálogo sobre a condição da mulher nos dias de hoje, sem julgamentos ou críticas, para fortalecer nas pessoas o sentido de equidade. “Ao apresentar Joana quando as relações de poder serviam somente aos homens e suas instituições, a peça expõe a importância da aceitação e do entendimento das questões sobre gêneros e suas evolutivas sociais”, comenta. Para se proteger de possíveis retaliações inglesas, não sofrer abusos e pela praticidade na função de soldado, a heroína cortou os cabelos e se vestia com roupas masculinas, contrariando as regras estabelecidas e sua natureza feminina quando, pelas normas da Igreja (detentora do saber das “leis de Deus”), as mulheres serviam unicamente para casar, cuidar dos afazeres domésticos e ter filhos. “Olhando para esse passado distante, transportamos-nos para os dias de hoje ao ver os acontecimentos mundiais de intolerância e violência contra a mulher”, finaliza Silmara Deon.

A encenação



O elenco é formado por 17 integrantes, entre atores, coro de seis atrizes cantoras e três músicos. As músicas foram compostas especialmente para a peça, com exceção de uma canção de origem francesa. O maestro Briamonte criou arranjos e melodias para letras de Aimar Labaki, Bruna Alimonda, Ricardo Severo e Isabel Oliveira. “Seguindo a estética da montagem, a trilha é contemporânea, mas traz referências sonoras de séculos passados, contextualizando as cenas sem datá-las”, explica. Além do coro, as personagens Joana e Cauchon também cantam ao vivo (em conjunto ou solos) acompanhadas por piano, guitarra e violoncelo. Em alguns momentos, timbres percussivos tirados do próprio cenário completam a sonoridade explorada pelo maestro.

As intervenções musicais propiciam leveza e trazem o respiro necessário à plateia, bem como potencializam a atmosfera lúdica do espetáculo. No coro de ‘joanas’, as atrizes representam todas as diferentes mulheres que foram para a fogueira. Enquanto a protagonista representa força, determinação e resistência, o coro traz uma camuflada e, ao mesmo tempo, evidente feminilidade em diferentes tipos e personalidades.

Sobre o palco da montagem, o diretor comenta: “É um desafio delicioso montar o espetáculo no Teatro Oficina, não só pelo espaço, mas também pelo atual momento político-social que está vivendo; e evocar Joana D’Arc dentro do Oficina faz todo o sentido”. Silmara Deon completa dizendo que “a estrutura inusitada do espaço é muito propícia ao contexto da peça e às batalhas coreografadas”.

Quanto à cenografia e figurinos, O Julgamento Secreto de Joana D’Arc parte da estética medieval e rústica para uma leitura contemporânea. A ambientação, em sintonia com o espaço, traz cenários sobre grandes objetos, possibilitando o jogo cênico, onde estão presentes também elementos naturais como terra, madeira e lama. Nas roupas, tecidos desgastados, couro e cores terrosas.

Origem do espetáculo

Silmara conta que, desde adolescência, quando leu a história de Joana D’Arc, carregou consigo o desejo de interpretar a personagem. Há quatro anos, deu início à concepção do espetáculo, pesquisou documentos originais dos processos de condenação e de reabilitação de Joana D’Arc e convidou Aimar Labaki para conceber o texto. Ela também foi à Orleans e visitou Donremy, local onde Joana nasceu, morou e foi batizada. “Li várias biografias e nenhuma história pode ser considerada crível em sua totalidade, pois não existem imagens, registros, objetos, relíquias... nada que comprove como ela era. Tudo foi queimado. Temos uma Joana apresentada por olhos alheios”, comenta.

O autor explica que o desafio proposto por Silmara era apresentar a mulher como afirmação do feminino dentro de um processo político mascarado pelo processo judicial. Para fazer uma leitura contemporânea dessa personagem arquetípica, Labaki revela que fez uma longa pesquisa, buscando inspiração em várias fontes. Ele conta que leu muitas biografias e livros, pesquisou peças teatrais com as mais variadas versões sobre a heroína e assistiu a filmes que contavam sua história.

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Drama 16 100 min

O Julgamento Secreto de Joana D'Arc

Teatro Oficina

Bixiga - São Paulo - SP

O Julgamento Secreto de Joana D'Arc: Silmara Deon interpreta um dos mitos mais importantes da história

Montagem com 14 atores, músicos ao vivo e momentos de lutas coreografadas traz versão inspiradora da heroína francesa para discutir a mulher de todos os tempos, inserida no contexto
de uma sociedade capitalista e seus interesses. O projeto baseado em documentos originais,
de 1.431, arquivados na Biblioteca Nacional da França, tem texto inédito de Aimar Labaki,
direção musical e trilha original de Miguel Briamonte e direção artística de Fernando Nitsch.



O espetáculo O Julgamento Secreto de Joana D’Arc estreia no Teatro Oficina com direção artística de Fernando Nitsch e direção musical de Miguel Briamonte.

O texto de Aimar Labaki foi escrito por encomenda de Silmara Deon, que vive a heroína francesa numa trajetória épica que inspira coragem, há mais de 500 anos, onde o verdadeiro embate está entre a ameaça que o feminino pode provocar nas instituições estruturadas a partir do poder masculino.

De forma lúdica, a peça reproduz o ambiente de seu julgamento inquisitório e apresenta a ‘virgem de Orleans’ como uma mulher de estética comum, derrubando padrões e estereótipos impostos pela Igreja, reforçados pela maioria dos filmes e documentários que contam sua história. A peça condensa os últimos quatro meses de vida da heroína, a partir de sua captura e do confronto com o inquisidor Pierre Cauchon, interpretado por Rubens Caribé.

Aimar Labaki explica que não é exatamente a história de Joana D'Arc que a peça apresenta, mas a forma como é espelhada por outros olhos, principalmente os de seu inquisidor. “Esse é um processo político, mas também um julgamento íntimo que deflagra uma crise íntima; a crise de fé de Cauchon. E se tornou metáfora do processo de mediação de cada um de nós para viver o cotidiano, acreditando em algo superior para resolver as questões”, comenta o autor.

A encenação não realista é carregada de força e sensações ao expor o medo do feminino deflagrado por Joana D’Arc. O enredo aborda desde o momento em que ela é capturada pelos borgonheses numa emboscada - quando ia para a batalha em Paris - até sua morte. “Esta é uma história aberta. Existem muitas versões de um mesmo fato, portanto temos liberdade de apresentar ‘nossa Joana’ com reflexos nos dias de hoje, representando todas as mulheres, seja ela da época da inquisição ou do mundo atual. Para isso, temos um recurso épico, além do fato da condução deste julgamento ser, por natureza, um grande circo de horrores”, argumenta o diretor Fernando Nitsch.

As personagens de O Julgamento Secreto de Joana D’Arc mantêm seus nomes reais, mas ganharam personalidades inventadas, subjetivas, abrindo uma licença poética para o inquisidor que, na encenação, faz visitas à prisioneira na cela, cheio de dúvidas e curiosidades, demonstrando fascínio pela sua determinação. E, vislumbrando a possibilidade de projeção no seu primeiro julgamento importante, Cauchon não percebe que também é uma peça de manipulação no jogo, onde somente um veredito seria possível.

Joana reunia atributos que incomodavam. Era mulher, analfabeta e uma guerreira com um carisma arrebatador, cuja liderança ganhava fama. Carregava armadura, espada e estandarte (em cima de um cavalo), comandava soldados, lutava nas batalhas e conquistava propósitos absolutamente masculinos numa época em que para a mulher não era permitida nenhuma expressão. Segundo Fernando Nitsch, a peça revela essa mulher determinada, que buscava a verdade, acima de tudo, e acreditava ter a missão de libertar a França.

E o diretor argumenta: “Em nenhum momento deram à Joana a possibilidade de se defender. Um acordo entre França e Inglaterra entra em ação para tirar de cena aquela mulher que subvertia as regras, com tudo que ela representava; e a igreja também se aproveita daquele momento. Os dois grandes poderes – a política e a igreja - se unem para condená-la como bruxa e, posteriormente, transformá-la em santa francesa. O espetáculo busca ressignificar essa história pautada pelo capital, onde a condenação de Joana D’Arc serviu a ele, e sua redenção como padroeira, também”.

“Como seria essa mulher?”, questiona Silmara. “O fato de ela ser uma santa da igreja católica, além de não haver nada que comprove sua aparência real, fez com que a sua imagem fosse sempre comparada à de uma jovem angelical, frágil e ingênua, cujos feitos seriam ordens divinas, desconsiderando sua determinação, inteligência e ações. Sua história é muito próxima dos clássicos da dramaturgia mundial. A personagem Joana D'Arc, de 19 anos, transcende todos os padrões de biótipo e idade, possibilitando uma grande liberdade de interpretação”, comenta.

Segundo a atriz, a proposta de seu projeto é estimular um diálogo sobre a condição da mulher nos dias de hoje, sem julgamentos ou críticas, para fortalecer nas pessoas o sentido de equidade. “Ao apresentar Joana quando as relações de poder serviam somente aos homens e suas instituições, a peça expõe a importância da aceitação e do entendimento das questões sobre gêneros e suas evolutivas sociais”, comenta. Para se proteger de possíveis retaliações inglesas, não sofrer abusos e pela praticidade na função de soldado, a heroína cortou os cabelos e se vestia com roupas masculinas, contrariando as regras estabelecidas e sua natureza feminina quando, pelas normas da Igreja (detentora do saber das “leis de Deus”), as mulheres serviam unicamente para casar, cuidar dos afazeres domésticos e ter filhos. “Olhando para esse passado distante, transportamos-nos para os dias de hoje ao ver os acontecimentos mundiais de intolerância e violência contra a mulher”, finaliza Silmara Deon.

A encenação



O elenco é formado por 17 integrantes, entre atores, coro de seis atrizes cantoras e três músicos. As músicas foram compostas especialmente para a peça, com exceção de uma canção de origem francesa. O maestro Briamonte criou arranjos e melodias para letras de Aimar Labaki, Bruna Alimonda, Ricardo Severo e Isabel Oliveira. “Seguindo a estética da montagem, a trilha é contemporânea, mas traz referências sonoras de séculos passados, contextualizando as cenas sem datá-las”, explica. Além do coro, as personagens Joana e Cauchon também cantam ao vivo (em conjunto ou solos) acompanhadas por piano, guitarra e violoncelo. Em alguns momentos, timbres percussivos tirados do próprio cenário completam a sonoridade explorada pelo maestro.

As intervenções musicais propiciam leveza e trazem o respiro necessário à plateia, bem como potencializam a atmosfera lúdica do espetáculo. No coro de ‘joanas’, as atrizes representam todas as diferentes mulheres que foram para a fogueira. Enquanto a protagonista representa força, determinação e resistência, o coro traz uma camuflada e, ao mesmo tempo, evidente feminilidade em diferentes tipos e personalidades.

Sobre o palco da montagem, o diretor comenta: “É um desafio delicioso montar o espetáculo no Teatro Oficina, não só pelo espaço, mas também pelo atual momento político-social que está vivendo; e evocar Joana D’Arc dentro do Oficina faz todo o sentido”. Silmara Deon completa dizendo que “a estrutura inusitada do espaço é muito propícia ao contexto da peça e às batalhas coreografadas”.

Quanto à cenografia e figurinos, O Julgamento Secreto de Joana D’Arc parte da estética medieval e rústica para uma leitura contemporânea. A ambientação, em sintonia com o espaço, traz cenários sobre grandes objetos, possibilitando o jogo cênico, onde estão presentes também elementos naturais como terra, madeira e lama. Nas roupas, tecidos desgastados, couro e cores terrosas.

Origem do espetáculo

Silmara conta que, desde adolescência, quando leu a história de Joana D’Arc, carregou consigo o desejo de interpretar a personagem. Há quatro anos, deu início à concepção do espetáculo, pesquisou documentos originais dos processos de condenação e de reabilitação de Joana D’Arc e convidou Aimar Labaki para conceber o texto. Ela também foi à Orleans e visitou Donremy, local onde Joana nasceu, morou e foi batizada. “Li várias biografias e nenhuma história pode ser considerada crível em sua totalidade, pois não existem imagens, registros, objetos, relíquias... nada que comprove como ela era. Tudo foi queimado. Temos uma Joana apresentada por olhos alheios”, comenta.

O autor explica que o desafio proposto por Silmara era apresentar a mulher como afirmação do feminino dentro de um processo político mascarado pelo processo judicial. Para fazer uma leitura contemporânea dessa personagem arquetípica, Labaki revela que fez uma longa pesquisa, buscando inspiração em várias fontes. Ele conta que leu muitas biografias e livros, pesquisou peças teatrais com as mais variadas versões sobre a heroína e assistiu a filmes que contavam sua história.